Como ser alguém – Hugh Prather
Eu gosto de ler e, regra geral, gosto do que leio… porque selecciono.
Este livro li em 3 dias nas minhas viagens de comboio, e posso dizer que não gostei muito, tirando um ou outro apontamento. O que eu achei mais interessante da totalidade do livro (apesar de não ser wow) poderia ser escrito em 2 ou 3 páginas (o livro tem 117 páginas).
Aqui ficam esses pensamentos:
“O arco-íris é mais bonito do que o pote na sua extremidade, porque o arco-íris existe agora. E o pote acaba por nunca ser bem aquilo de que estávamos à espera.”
“O pensamento «Tiveste sorte, podia ter sido pior» é um tipo de gratidão que eu dispenso. Também podia ter sido melhor, ou, de facto, não podia ter sido de outra forma que não da forma que foi.”
“O problema não é termos medo da escuridão, mas sim pensarmos que não somos dignos do esforço para encontrar a luz.”
“O medo é o ruído que me impede de ouvir a minha intuição.”
“Não estou tão interessado no que faço com as minhas mãos ou palavras, mas sim no que faço com o meu coração. Quero viver de dentro para fora, não de fora para dentro.”
“A maior parte das palavras evoluiu no sentido de descrever as realidades distintas do mundo exterior, daí serem inadequadas para descrever a realidade única e refinada que reside no interior de todos nós.”
” São 9h58 e estamos no «agora». Amanhã às 3h00 estarei no «agora». No meu leito da morte, continuarei a estar no «agora». Dado que estarei sempre no «agora», aprender a responder ao presente é a única coisa que existe para aprender.”
“Ninguém está errado. No máximo, uma pessoa pode estar mal informada. Se eu pensar que alguém está errado, é porque desconheço alguma coisa, ou é essa pessoa que desconhece alguma coisa. Por isso, a não ser que eu queira entrar num jogo de superioridade, é melhor descobrir qual é o ponto de vista dessa pessoa.”
“Quando me sinto pequeno, uma resposta negativa parece ser melhor do que nenhuma. Prefiro ter uma pessoa a odiar-me do que a ignorar-me. Se eu for odiado, quer dizer que eu contribuo para mudar algo.”
“Eu não quero apenas ouvir o que tu dizes.
Quero sentir o que queres dizer com isso.
Eu não te vou julgar pelas tuas palavras.
As emoções profundas são muitas vezes expressas através de palavras irracionais.
Quero que sejas capaz de dizer o que quer que seja.
Até aquilo que não queres dizer.”
“Eu posso perder um emprego, um amigo ou a minha reputação, mas perco tudo o que sou quando não ajo a partir do que está no meu âmago.”
“Eu quero apoiar os meus amigos – mesmo quando eles erram. No entanto, tenho de deixar claro que é o amigo e não o erro que eu estou a apoiar.”
“ Para ver, tenho de estar disposto a ser visto.”
“Se um homem tirar os seus óculos de sol, consigo ouvi-lo melhor.”
27/01/2009 às 15:23
Bom, para mim os livros do Hugh Prather são os melhores pois ele tem o dom de responder as questões mais importantes que são aquelas que passamos a vida inteira procurand. Talvez se você ler “Não leve a vida tão a sério” vai entender isso!
30/03/2009 às 19:44
Na minha opinião, penso que cada autor tem a sua maneira de expor as suas ideias, e por conseguinte pode tocar a umas pessoas e a outras não. Eu já li livros muito simples que me ajudaram muito mais do que aquelas doutrinas profundas que é necessário se estar preparado para perceber. Isso é relativo, depende de quem estiver a ler e em que estado emocional se encontra. Deste modo, todos os livros são bons, desde que toque no coração de quem os lê.